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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Política de Privacidade

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Dica de Leitura-Prevalence of oral lesions diagnosed in oral pathology laboratory of Tiradentes University (2002-2010)

Auremir Rocha MeloI | Suse Mara Sandes PiresII | Cyntia Ferreira RibeiroIII | Ricardo luiz Cavalcanti Albuquerque JúniorIV | Allan Ulisses Carvalho de Melo


RESUMO objetivo: Identificar as principais patologias do sistema estomatognático diagnosticadas no Serviço de Patologia Bucal da Universidade Tiradentes. Metodologia: A amostra foi constituída pelos laudos histopatológicos de tecidos bucais elaborados no período entre 2002 e 2010. os seguintes dados foram coletados: gênero e idade do paciente, localização da lesão e diagnóstico histológico. Resultados: Foram analisados 128 laudos, sendo 119 lesões benignas (92,9%) e 09 malignas (7,1%). Houve 17 diagnósticos histológicos diferentes, sendo os mais comuns a hiperplasia fibrosa inflamatória e a mucocele. o lábio inferior foi a região mais afetada. os pacientes apresentavam idades entre 3 a 82 anos com média de 36,8 anos, e a maioria era do gênero feminino (61,7%). Conclusão: As características básicas dos pacientes com lesões estomatognáticas diagnosticadas no serviço de patologia bucal da Universidade Tiradentes correspondem ao indivíduo do gênero feminino, com idade média de 36,8 anos, apresentando uma lesão em tecidos moles, principalmente no lábio inferior, sendo hiperplasia fibrosa inflamatória o diagnóstico mais comum. Palavras-chaves: Prevalência; Mucosa bucal; Patologia bucal.


INTRODUÇÃO O cirurgião-dentista, ao identificar lesões bucais, pode diagnosticá-las a partir do histórico, da aparência clínica e das observações radiográficas sem a necessidade de procedimentos complementares mais invasivos. Mesmo assim, em certos casos, poderá ser necessário confirmar a hipótese clínica ou chegar a um diagnóstico definitivo a partir da análise microscópica de um tecido obtido numa biópsia1-4. Esse procedimento cirúrgico implica a remoção de tecido vivo para sua análise por meio de um exame histopatológico. Em algumas situações, a biópsia é o único modo de diagnosticar lesões ou desordens desconhecidas, sendo considerada o padrão-ouro para diagnóstico5,6. As instituições de ensino superior com cursos de Odontologia possuem serviços de estomatologia e cirurgia bucomaxilofacial que acabam se tornando referência para o atendimento de pacientes com lesões de tecidos moles e duros da cavidade bucal. Conhecer a prevalência de lesões do sistema estomatognático atendidas nas instituições de ensino superior em Odontologia é de grande relevância para o planejamento, execução e avaliação de políticas públicas de saúde voltadas para a prevenção e tratamento destas. Além disso, os resultados dos estudos epidemiológicos de lesões bucais podem auxiliar na elaboração dos conteúdos programáticos das disciplinas de Estomatologia, Patologia Bucal, Imaginologia Odontológica e Cirurgia Buco Maxilo Facial, que são ministradas nos cursos de graduação e pós-graduação de Odontologia7,8. Como o Brasil é um país de dimensões continentais é importante que esses estudos sejam desenvolvidos nas suas diversas regiões, visto que as diferenças sócio-econômicas, culturais e climá- ticas podem causar uma significativa distinção na prevalência dessas lesões7-10. Estudos retrospectivos realizados em serviços de Estomatologia e Patologia Bucal, situados em estados nordestinos, indicaram um predomínio de pacientes do gênero feminino sendo as lesões proliferativas não neoplásicas, principalmente as hiperplasias fibrosas as mais prevalentes8,11-14. Em face da necessidade de se estimular a prevenção e o diagnóstico precoce das patologias bucais e da escassez de dados epidemiológicos sobre as alterações bucais diagnosticadas na cidade de Aracaju-SE, o objetivo dessa pesquisa foi identificar as principais patologias do sistema estomatognático diagnosticadas no Serviço de Patologia Bucal da Universidade Tiradentes (UNIT). METODOLOGIA Trata-se de pesquisa quantitativa, descritiva-exploratória, transversal e retrospectiva. A população estudada foi constituída pelos laudos histopatoló- gicos de tecidos bucais sob tutela da Universidade Tiradentes, elaborados no período entre 2002 e 2010, e a amostra foi constituída de 128 laudos. Foram observados os aspectos éticos no que diz respeito à pesquisa envolvendo seres humanos, conforme recomendação da Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, tendo sido obtido o parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIT nº 160610. Os seguintes dados foram coletados: gênero e idade do paciente, localização da lesão, data de emissão do laudo e diagnóstico histológico. Essas informações foram digitadas numa planilha do Excel 2007, e foi criado um banco de dados. As características do estudo foram identificadas e estudadas por estatística descritiva simples na qual as variáveis foram mensuradas mediante valores absolutos e relativos (percentuais).

Dica de Leitura-Ocorrência de acidentes com instrumentais pérfuro-cortantes em clínica odontológica na cidade do Recife-Pernambuco — Estudo-piloto

RESUMO objetivo: analisar a ocorrência de acidentes com instrumentais/materiais pérfuro-cortantes entre cirurgiõesdentistas e auxiliares de saúde bucal no ano de 2009 e ao longo de sua vida profissional. métodos: a população da pesquisa foi composta por 15 cirurgiões-dentistas e 15 auxiliares de saúde bucal do centro de saúde desembargador Ângelo Jordão de Vasconcelos Filho na cidade do Recife- PE. A coleta de dados deste estudo do tipo descritivo e retrospectivo foi realizada no mês de agosto de 2009, por meio da aplica- ção de questionário autoaplicável, abordando informações gerais dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal em relação à ocorrência de acidentes. A análise estatística foi realizada de forma descritiva, por meio de distribuições absolutas e percentuais e estatística inferencial, por meio do qui-quadrado de Pearson ou do teste exato de Fischer. resultados: a maioria dos profissionais relatou ter sofrido acidente pérfuro-cortante ao longo de sua vida profissional (83,3%) e no ano de 2009 (40,0%); a sonda exploradora (54,2%) seguida da agulha (45,8%) foram os instrumentos mais envolvidos nesses acidentes. Quanto á existência de protocolo com as condutas a serem adotadas pós-acidente, a grande maioria demonstrou desconhecer a existência de um protocolo.

INTRODUÇÃO A despeito do avanço tecnológico nos últimos anos, o número de acidentes e doenças ocupacionais em equipes de atendimento odontológico tem aumentado consideravelmente, o que tem levado a inúmeros estudos dos fatores de riscos, tanto em decorrência das novas técnicas e manobras clínicas e cirúrgicas como também pelo uso de produtos químicos e instrumentos pérfuro-cortantes, visando à prevenção de acidentes e intensificação dos cuidados com a saúde desses profissionais. O número de acidentes e doenças ocupacionais ocorridos com profissionais da saúde vêm aumentando devido a fatores, como excesso de carga horária de trabalho, estresse, uso incorreto da biosseguran- ça, estado emocional dos pacientes e/ou profissionais durante o atendimento, acrescentando-se que as condições de trabalho dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de consultório odontológico fazem com que eles estejam expostos a uma grande variedade de microorganismos presentes, especificamente, no sangue, na saliva e nas vias aéreas respiratórias dos pacientes.1 No atendimento odontológico, o uso de instrumentos rotatórios e ultras-sônicos favorece a ocorrência de respingos, e na rotina de trabalho com instrumentos pérfuro-cortantes, num campo restrito de visualização, eleva-se o risco de lesões percutâneas. A posição dentista/paciente e dos equipamentos no consultório odontológico pode contribuir para a ocorrência de acidentes.2 A exposição pode ser minimizada na medida em que forem sendo adotadas as boas práticas de trabalho e organização profissional na atividade de atendimento odontológico, como, por exemplo, o uso de equipamentos de proteção coletiva e individual, adequação das instalações físicas aos preceitos da biossegurança e capacitação continuada dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal, evitando, assim, o comprometimento da qualidade de sua saúde e dos procedimentos clínicos e cirúrgicos realizados. Os acidentes ocupacionais devem ser prevenidos e analisados tanto no ambiente profissional como entre os estudantes universitários por meio da divulgação de métodos que ressaltem a importância da biossegurança, o manuseio correto dos instrumentos e materiais biológicos, a imunização completa e como proceder em casos de acidentes.3 Diante dessa problemática, há de se buscarem todas as estratégias possíveis que possam contribuir para a prevenção dos acidentes ocupacionais e a promoção de saúde. Estratégias essas devem envolver e fortalecer as comissões internas de preven- ção de acidentes (CIPA) como também as demais estruturas organizacionais que se encarregam de educação sanitária e vigilância de saúde nas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), nos Departamentos de Educação Continuada e uma efetiva participação das Associações de Classe, Conselho Federal e Regional de Odontologia. Este trabalho teve como objetivo geral verificar a ocorrência de acidentes ocupacionais em cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal de um Centro de Saúde na cidade do Recife-PE tanto no ano de 2009 como ao longo de sua vida profissional e como objetivos específicos: determinar a frequência desses acidentes; identificar a conduta adotada pelo cirurgião-dentista e pelo auxiliar de saúde bucal após acidente com instrumento pérfuro-cortante e verificar o conhecimento da existência de protocolo escrito com condutas a serem adotadas pós-acidentes pérfuro-cortantes no seu local de trabalho, por parte dos profissionais pesquisados

Autores
Richard Ribeiro Alonso de AndradeI | Renata de Albuquerque Cavalcanti AlmeidaII | Gerhilde Callou SampaioII | José Ricardo Dias PereiraIV | Emanuel Savio de Souza AndradeV

Dica de Leitura-Tratamento de extenso cisto inflamatório em maxila - relato de caso

RESUMO os cistos inflamatórios periapicais representam uma considerável parcela na distribuição epidemiológica daqueles categorizados como odontogênicos. Estudos mostram que no mundo inteiro cerca de 84% dos cistos que acometem a região maxilo facial são inflamatórios pariapicais. Seu diagnóstico é realizado pela associação entre o exame clínico, imaginológico e histopatológico. a terapêutica dessas lesões compreende desde o tratamento endodôntico dos dentes envolvidos até a sua enucleação cirúrgica. Fatores, como o estado geral do paciente, tamanho, forma e localização da lesão, são relevantes na tomada de decisões em casos como esses. Este trabalho tem como propósito relatar um caso clínico de um extenso cisto inflamatório periapical na maxila e discutir os fatores que levaram a uma abordagem multidisciplinar. Palavras-chaves: Cirurgia Bucal; Cistos odontogênicos; Cisto Radicular.
Relato de CASO
RELATO DE CASO Paciente gênero feminino, 24 anos se apresentou no ambulatório, após uma semana de alta hospitalar onde foi submetida à antibioticoterapia endovenosa e drenagem de abscesso na região de palato duro. Ela referia secreção purulenta pelo nariz e pelo ponto de drenagem intraoral, odor forte, dor e incapacidade mastigatória. Relatou, ainda, que havia iniciado um tratamento endodôntico no dente 21 que não fora concluído. Ao exame clínico, como se pode ver na Figura 1a, observa-se escurecimento do dente 21, discreto aumento de volume e ponto de drenagem em palato duro. A paciente foi encaminhada para a avaliação da vitalidade pulpar dos elementos anteriores superiores e exames de imagem. Ao exame tomográfico, percebe-se imagem sugestiva de extensa lesão cística envolvendo as raízes dos dentes 12, 11, 21, 22, 23, como se pode observar na Figura 1b. O diagnóstico obtido com a avaliação endodôntica foi necrose pulpar dos dentes 12, 11, 21 e 22. A paciente foi submetida à limpeza e instrumentação biomecânica do sistema de canais dos dentes necrosados, e curativos de demora à base de hidróxido de cálcio foram realizados 1 b 2 b 1 b 2 b Figura 1a – Aspecto clínico inicial após uma semana de drenagem do abscesso. Observe o ponto de drenagem em processo de cicatrização. Figura 1b – Aspecto tomográfico da lesão, no qual se pode observar a extensão da lesão, conforme relatado, envolvendo os dentes 12, 11, 21, 22, 23. durante quatro meses. Após controle da secreção purulenta, os canais foram obturados pela técnica convencional. Devido ao tamanho e histórico da lesão, decidiu-se por uma associação entre o tratamento endodôntico e a abordagem cirúrgica. A paciente foi submetida ao bloqueio troncular do nervo maxilar bilateral pela técnica da tuberosidade alta, tendo em vista o conforto do paciente durante o procedimento e a extensão da lesão. O procedimento foi realizado em ambiente ambulatorial, preservando a cadeia asséptica. Iniciou-se o procedimento com incisão intrasucular pelas faces palatinas, estendendo-se do dente 15 ao 24. Como se pode constatar na Figura 2a, foi realizado o descolamento mucoperiosteal do retalho palatino, a delimitação da lesão e disseca- ção da cápsula cística e a sua remoção.

Transplante dentário: Dica de Leitura


Autores
Aline Carvalho peixotoI | Auremir Rocha MeloII | Thiago de Santana SantosIII
Introdução O transplante dentário é a substituição de um dente perdido ou ausente por um dente transplantado, geralmente um terceiro molar.1 Esse tipo de transplante autógeno foi documentado pela primeira vez por Hale, sendo que, até os dias atuais, os princípios dessa técnica cirúrgica são praticamente os mesmos,2 sendo um procedimento clínico que vem sendo realizado com sucesso, em reabilitação bucal.1 O protocolo do transplante dentário foi introduzido por Apfel3 e Miller,4 sendo que Flemingen mostrou os critérios para seu sucesso, e Costich apresentou os fatores para o sucesso e as falhas na realização de transplantes.5 O sucesso de transplantes de germe dentário depende da integridade da membrana periodontal ou folículo dentário; também é influenciado pela assepsia e técnica cirúrgica atraumática bem como do menor tempo de permanência extra-alveolar do dente a ser transplantado.1,6 As principais indicações gerais para o transplante dentário são:7,9 dentes perdidos por cáries extensas; reabsorção radicular; doença periodontal; fratura coronorradicular; agenesias; aplasias; dente incluso. Pode-se considerar como principais contraindicações: 6,7 possibilidade de tratamento conservador; possibilidade de tracionamento ortodôntico; estágio de rizogênese de Nolla menor que o número 7 (até 1/3 de raiz formada); quando não houver possibilidade de estabilização do dente no leito receptor; presença de infecção na cavidade bucal; quando o dente a ser transplantado não puder ser removido sem odontosecção; falta de espaço adequado na região do leito receptor. O exame radiográfico é imprescindível na sele- ção e indicação da cirurgia (indicações e contraindicações locais que não possam ser identificadas durante o exame clínico), principalmente para a mensuração do alvéolo receptor com relação ao tamanho do germe dental.6 A contenção do dente no local deve ser realizada por meio de técnicas semirrígidas, dentre elas: sutura sobre a face oclusal do dente transplantado, braquete ortodôntico, esplintagem com fio de aço e resina ou ainda cimento cirúrgico cobrindo as faces oclusais dos dentes adjacentes e o próprio dente transplantado. Tal fixação deve ser mantida durante 3 a 4 meses.1,5,6 Testes de sensibilidade pulpar são empregados para avaliar a revascularização pulpar, sendo eficazes somente três a quatro meses após o transplante, embora, esse período possa ser mais longo.9 Logo, ausência de sensibilidade nos testes não implica que haja necrose pulpar, devendo-se aguardar até que algum sinal clínico-radiográfico (exemplo: escurecimento coronário, fístula, reabsorção radicular, lesão periapical, entre outros) exija a imediata endodontia do dente transplantado.7 A profundidade de sondagem e presença de recessão gengival devem ser mensuradas em milí- metros para um melhor prognóstico.7 A perda de inserção gengival é rara após transplantes de dentes com rizogênese incompleta, pois a cicatrização do ligamento periodontal é evidenciada pela formação da lâmina dura, podendo ser visualizada após cerca de um mês do procedimento cirúrgico.9 Apesar dos grandes avanços da Odontologia, com consequente diminuição das indicações de exodontia por doença periodontal e cárie, a prática da remoção de dentes que podem ser tratados de forma conservadora ainda é rotineira em locais em que a condição sócio-econômica é desfavorável. As terapêuticas possíveis frente a um dente perdido são geralmente por reabilitação protética, implantes e ortodontia, embora sejam, são tratamentos que geralmente dependem de condição financeira.7 Desse modo, o transplante dental surge como uma opção de tratamento a todas as camadas sociais, sendo denominado por alguns pesquisadores de “prótese biológica”.8 O objetivo do presente trabalho é apresentar uma revisão de literatura atual acerca do tema, ilustrando com o relato de um caso clínico.
Autores
Fábio andrey da Costa araújoI | Fabrício Souza LandimII | Nelson Studart da RochaIII | antônio de Figuêiredo CaubiIV | Hécio Henrique araújo de MoraisV

Dica de Leitura-Surgical management of condylar fracture associated with body mandibular fracture: case repor

RESUMO O côndilo mandibular apresenta-se como um dos locais mais comumente acometidos nas fraturas mandibulares, sendo, na maioria das vezes, decorrente de um trauma na região de sínfise ou de para-sínfise mandibular. A ptar pelo tratamento cirúrgico ou conservador é motivo de controvérsias, principalmente devido às diversas complicações pós-tratamento relatadas na literatura. Uma das principais indicações para a redução cirúrgica consiste na impossibilidade de estabelecer uma satisfatória oclusão dentária pelo tratamento conservador, geralmente associado às fraturas bilaterais. O sucesso do tratamento está relacionado a uma aderência cuidadosa nos princípios cirúrgicos e fisiológicos e em um acompanhamento pós-operatório rigoroso, aumentando a capacidade funcional a longo prazo e possibilitando uma menor incidência de complicações. Este trabalho objetiva relatar um caso clínico de redução cirúrgica de fratura bilateral de côndilo associada à fratura de corpo mandibular, enfocando, principalmente, os aspectos relacionados às indicações e complicações desse tipo de tratamento. Palavras-Chave: Côndilo Mandibular; Fraturas Mandibulares; Traumatismos Mandibulares. ABSTRACT The mandibular condyle is presented as one of the most commonly sites involved in jaw fractures, most often due to trauma in the region of the mandibular symphysis. The choice of surgical or conservative treatment is a highly controversial issue, mainly due to the various post-treatment complications reported in the literature. One of the main indications for surgical reduction is the inability to establish a satisfactory dental occlusion by conservative treatment, usually associated with bilateral fractures. Successful treatment is related to a careful adherence to surgical and physiological principles with a rigid follow up, increasing the long-term functional capacity and allowing a lower incidence of complications. This study reports a case of surgical reduction of bilateral condyle fracture associated with fracture of the mandibular body, focusing on aspects related with indications and complications of this treatment. Key words: Mandible Condyle; Mandible Fractures; Mandibular Injuries

INTRODUÇÃO A mandíbula, apesar de ser um osso denso e resistente, é um dos ossos faciais mais fraturados por apresentar-se proeminente em relação aos demais. O processo condilar é sua área mais frágil, que geralmente fratura por trauma indireto, quando a sínfise e o corpo da mandíbula são atingidos1. As fraturas de côndilo mandibular despertam grande interesse por parte dos pesquisadores e profissionais da área, pelo fato de estarem relacionadas diretamente à oclusão dentária e, ainda, não existir consenso quanto à melhor forma de tratamento1,2. Os achados clínicos mais comumente encontrados são: dor, crepitação, desvio de abertura bucal para o lado fraturado, limitação dos movimentos mandibulares, oclusão dentária alterada. Nas fraturas bilaterais, o retroposicionamento mandibular com mordida aberta anterior e alongamento facial1. A projeção lateral oblíqua da mandíbula e da articulação têmporo-mandibular bem como a ântero-posterior dos processos condilares, incluindo os arcos zigomáticos (projeção de Towne modificada), são as melhores radiografias para diagnóstico desses tipos de fratura. Ressalta-se, também, o uso da tomografia computadorizada, ressonância magnética e artroscopia para um diagnóstico mais apurado e um melhor planejamento cirúrgico1. O tratamento pode ser conservador com orientação da dieta, utilizado, principalmente, em crianças ou em casos com deslocamentos e altera- ções oclusais pequenas, ou cirúrgico fechado, com utilização de bloqueio maxilo-mandibular e terapia com elásticos. Nos casos mais graves, cirúrgico aberto, com exploração direta do foco da fratura, redução dos fragmentos e fixação, com placas e parafusos de titânio ou fio de aço1,2. Este trabalho objetiva relatar um caso clínico de redução cirúrgica de fratura bilateral de côndilo associada à fratura de corpo mandibular, enfocando, principalmente, os aspectos relacionados às indica- ções e complicações desse tipo de tratamento. RELATO DO CASO O paciente J.R.S, gênero masculino, melanoderma, 49 anos de idade, vítima de atropelamento apresentou-se ao Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC-UPE), em Recife - PE, com queixa de dor e dificuldade de abertura bucal devido a trauma de face. Durante anamnese, constatou-se paralisia dos membros inferiores devido à poliomielite na infância, a sinais vitais normais e à ausência de doenças sistêmicas. Ao exame físico, observou-se limitação dos movimentos de abertura e excursivos da mandíbula com sintomatologia dolorosa, mordida aberta anterior devido à perda de dimensão vertical posterior e mobilidade com crepitação óssea em corpo mandibular do lado esquerdo (Figura 1a). A inspeção intraoral revelou edentulismo parcial superior e inferior associado à deficiência de higiene oral. Na avaliação radiográfica, evidenciaram-se sinais sugestivos de fratura de mandíbula em

Dica de Leitura-Síndrome de Sjögren Primária – relato de caso

RESUMO A Síndrome de Sjögren(SS) primária é uma desordem autoimune crônica dos tecidos exócrinos, com comprometimento funcional importante das glândulas lacrimais e salivares. Essa doença poliglandular é frequentemente associada a manifestações sistêmicas extraglandulares, como secura ocular e bucal, propiciando alterações fisiológicas locais. O entendimento da fisiopatologia e a evolução da SS primária favorecem o correto diagnóstico e a terapêutica apropriada. Este artigo tem por objetivo descrever os principais sinais e sintomas clínicos da SS primária, os critérios para correto diagnóstico e relatar um caso clínico clássico da doença. Descritores: Síndrome de Sjogren; Xerostomia; Xeroftalmia. ABSTRACT Sjögren’s syndrome (SS) is a primary chronic autoimmune disorder of exocrine tissue with significant functional impairment of the salivary and lacrimal glands. This polyglandular disease is often associated with extraglandular systemic manifestations such as dryeyes and mouth providing physiological sites. The understanding of the pathophysiologyand progression of primary SS favor the correct diagnosis and appropriate therapy. This article aim to describe the main clinical signs and symptoms of primary SS, the criteria for correct diagnosis and a case report of classic disease. Descriptors: Sjogren’s syndrome, xerostomia, xerophthalmia Síndrome de Sjögren Primária – relato de caso PrimarySjögren’ssyndrome – a reported case V13N2 INTRODUÇÃO A síndrome de Sjögren (SS) é uma doença sistêmica autoimune, que afeta, principalmente, as glândulas exócrinas. Caracteriza-se clinicamente por olhos secos (ceratoconjuntivite seca) e boca seca (xerostomia), porém manifestações extraglandulares, como vasculite cutânea, fenômeno de Raynaud, artrite, comprometimento pulmonar e envolvimento de nervos periféricos também podem ocorrer.1A SS pode existir como doença primária das glândulas exócrinas (SS primária) ou estar associada a outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide,

lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica progressiva, esclerodermia, doença de Graves (SS secundária)2. Essa doença acomete, principalmente, o sexo feminino, com uma prevalência de 9 mulheres para cada homem e idade de estabelecimento dos sintomas em torno dos 45 a 50 anos, sendo rara em criança e jovens. Sua prevalência real é difícil de ser estabelecida devido à dificuldade de diagnóstico, mas se estima que seja de 1 a 3% da população3. A predominância do sexo feminino e o início tardio da SS dirigiu a atenção para os hormônios sexuais e seu papel potencial na etiologia da SS. Em geral, os hormônios andrógenos têm sido considerados reguladores de doenças autoimunes 4,5. A xeroftalmia é o sintoma mais referido pelos pacientes com SS primária. Denominada ceratoconjuntivite seca, o paciente com os olhos secos pode experimentar sensação de corpo estranho nos olhos, ardência, fotofobia, cansaço ocular, diminuição da acuidade visual e, até mesmo, períodos paradoxais de epífora.5,6 A diminuição da secreção salivar em pacientes com SS tem um grande impacto na saúde oral dada a perda da lubrificação das mucosas (mucosites), diminuição da capacidade antimicrobiana da saliva, com predisposição de infecções oportunistas locais (cáries, periodontites, infecções fúngicas)6,7. O tratamento da SS primária é puramente baseado na sintomatologia. O uso rotineiro de colírios oftalmológicos e lágrimas artificiais amenizam os sintomas oculares bem como a administração de sialogogos (pilocarpina) e ingestão de água ajudam a reduzir os quadros de xerostomia8,9,10