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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dica de Leitura-Lipomas Relato de CASO

Remoção cirúrgica de lipoma de grande proporção: Relato de caso
Rodrigo Resende I|Mauricio Meirelles II|Rosângela Varella III I. Mestre em Odontologia pela UFF e professor de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ. II. especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela PUC/RJ e professor do curso de especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade Gama Filho / RJ. III. Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela UFRJ e professora de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ.



 RESUMO Os lipomas são tumores benignos, originários do tecido adiposo. estima-se que acometem o complexo oro-maxilo-facial em aproximadamente 13% dos casos. Podem ainda apresentar tamanhos variados e causar grande incômodo estético. Clinicamente, podem apresentar-se como uma lesão única ou lobulada, de base séssil e assintomática. Quando intraorais, localizam-se sob a mucosa em cerca de 50% dos casos. São incomuns em crianças e frequentes em pacientes acima de 40 anos de idade. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de uma paciente do gênero feminino, leucoderma, 52 anos de idade, encaminhada ao Serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital estadual Adão Pereira Nunes /RJ, apresentando aumento de volume em região submandibular do lado direito, com aproximadamente 11 anos de evolução e 8cm de tamanho em seu maior diâmetro. A paciente foi submetida à biópsia excisional da lesão, sob anestesia geral, sendo o diagnóstico histopatológico de lipoma. Palavras–chave: Cirurgia; Patologia; Neoplasia; Lipoma.

Atualmente, com o aumento da violência nas grandes cidades de diversos países do mundo, profissionais da área de saúde, lotados em hospitais de emergência, atendem diariamente as vítimas das chamadas “guerras urbanas”. O tratamento das lesões provocadas por armas de fogo torna-se difícil em função do alto poder destrutivo desses armamentos,quando comparado com as lesões oriundas de outras etiologias . (1-4) Devido ao grande número de mortes envolvendo pessoas inocentes no Estado do Rio de Janeiro, em abril de 2008, a Polícia Militar do Estado iniciou o treinamento de sua corporação para a utiliza- ção das chamadas armas de munição não letal, considerando o uso gradual e seletivo da força. As armas não letais são concebidas e emprega são concebidas e empregadas para a incapacitação pessoal, minimizando o risco de mortes e danos indesejados a instalações patrimoniais e ao meio ambiente. As munições mais utilizadas são constituídas de cartuchos com projéteis de borracha macia, na forma de balins, de calibre 12, normalmente usado em espingardas. Contrariamente a outras armas que destroem permanentemente os alvos, elas permitem que os efeitos sobre eles sejam reversíveis e/ou possibilitem a discriminação entre alvos e não alvos na área de impacto (8,9). Quando incorretamente utilizado, esse tipo de armamento pode levar a óbito. Por esse motivo, deve ser seguido corretamente seu modo de utilização, além de respeitar a distância entre o armamento e o alvo (8). RELATO DE CASO Paciente A.R.S.J., gênero masculino, leucoderma, 25 anos de idade, oriundo do Estado de São Paulo/SP - Brasil, foi atendido no Serviço de emergência do Hospital Municipal Salgado Filho/RJ, em decorrência de um ferimento na face, provocado por projétil de borracha. Todos os procedimentos de emergência foram adotados de acordo com o protocolo de ATLS. O paciente referia queixas álgicas e parestesia do lábio inferior à direita. Ao exame extraoral, observou-se grande edema em região parotídea direita, uma ferida pérfuro–penetrante na região geniana com aproximadamente 3 cm em seu maior diâmetro correspondendo ao orifício de entrada do projétil, além de equimose retro - auricular e otorragia ipsilateral. (Fig. 1). O exame intraoral revelou desoclusão dentária, limitação de abertura de boca (em torno de 20mm), creptação óssea entre aos elementos dentários 44 e 45 e mobilidade acentuada do processo alveolar na região correspondente as elementos dentários 46 e 47 (Fig. 2). A tomografia computadorizada em cortes axiais revelou a presença de dois projéteis ovalados, junto ao bordo anterior do músculo masseter, fratura do corpo mandibular direito com grande deslocamento, efisema subcutâneo e a dispersão do tecido mole, referente à trajetória do projétil (Fig. 3). O paciente foi encaminhado ao centro cirúrgico, sob terapia antibiótica, anti-inflamatória e analgésica, por via venosa. Sob anestesia geral, foi submetido ao bloqueio maxilo-mandibular por meio de barras de Erich e elásticos, e a remoção cirúrgica dos projéteis (Fig. 4 e 5). As feridas foram lavadas exaustivamente, com solução de clorexidine a 2%, seguida de solução fisiológica a 0,9%, e os bordos aproximados por meio de suturas com pontos interrompidos, utilizando fio Vicryl® 3-0 nos planos teciduais profundos e nylon 5-0 na pele. A oclusão dentária foi reestabelecida e não houve intercorrências transoperatórias. Em seguida, o paciente foi transferido para uma unidade hospitalar de sua cidade de origem.

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