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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Política de Privacidade

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Dica de Leitura-Prevalence of oral lesions diagnosed in oral pathology laboratory of Tiradentes University (2002-2010)

Auremir Rocha MeloI | Suse Mara Sandes PiresII | Cyntia Ferreira RibeiroIII | Ricardo luiz Cavalcanti Albuquerque JúniorIV | Allan Ulisses Carvalho de Melo


RESUMO objetivo: Identificar as principais patologias do sistema estomatognático diagnosticadas no Serviço de Patologia Bucal da Universidade Tiradentes. Metodologia: A amostra foi constituída pelos laudos histopatológicos de tecidos bucais elaborados no período entre 2002 e 2010. os seguintes dados foram coletados: gênero e idade do paciente, localização da lesão e diagnóstico histológico. Resultados: Foram analisados 128 laudos, sendo 119 lesões benignas (92,9%) e 09 malignas (7,1%). Houve 17 diagnósticos histológicos diferentes, sendo os mais comuns a hiperplasia fibrosa inflamatória e a mucocele. o lábio inferior foi a região mais afetada. os pacientes apresentavam idades entre 3 a 82 anos com média de 36,8 anos, e a maioria era do gênero feminino (61,7%). Conclusão: As características básicas dos pacientes com lesões estomatognáticas diagnosticadas no serviço de patologia bucal da Universidade Tiradentes correspondem ao indivíduo do gênero feminino, com idade média de 36,8 anos, apresentando uma lesão em tecidos moles, principalmente no lábio inferior, sendo hiperplasia fibrosa inflamatória o diagnóstico mais comum. Palavras-chaves: Prevalência; Mucosa bucal; Patologia bucal.


INTRODUÇÃO O cirurgião-dentista, ao identificar lesões bucais, pode diagnosticá-las a partir do histórico, da aparência clínica e das observações radiográficas sem a necessidade de procedimentos complementares mais invasivos. Mesmo assim, em certos casos, poderá ser necessário confirmar a hipótese clínica ou chegar a um diagnóstico definitivo a partir da análise microscópica de um tecido obtido numa biópsia1-4. Esse procedimento cirúrgico implica a remoção de tecido vivo para sua análise por meio de um exame histopatológico. Em algumas situações, a biópsia é o único modo de diagnosticar lesões ou desordens desconhecidas, sendo considerada o padrão-ouro para diagnóstico5,6. As instituições de ensino superior com cursos de Odontologia possuem serviços de estomatologia e cirurgia bucomaxilofacial que acabam se tornando referência para o atendimento de pacientes com lesões de tecidos moles e duros da cavidade bucal. Conhecer a prevalência de lesões do sistema estomatognático atendidas nas instituições de ensino superior em Odontologia é de grande relevância para o planejamento, execução e avaliação de políticas públicas de saúde voltadas para a prevenção e tratamento destas. Além disso, os resultados dos estudos epidemiológicos de lesões bucais podem auxiliar na elaboração dos conteúdos programáticos das disciplinas de Estomatologia, Patologia Bucal, Imaginologia Odontológica e Cirurgia Buco Maxilo Facial, que são ministradas nos cursos de graduação e pós-graduação de Odontologia7,8. Como o Brasil é um país de dimensões continentais é importante que esses estudos sejam desenvolvidos nas suas diversas regiões, visto que as diferenças sócio-econômicas, culturais e climá- ticas podem causar uma significativa distinção na prevalência dessas lesões7-10. Estudos retrospectivos realizados em serviços de Estomatologia e Patologia Bucal, situados em estados nordestinos, indicaram um predomínio de pacientes do gênero feminino sendo as lesões proliferativas não neoplásicas, principalmente as hiperplasias fibrosas as mais prevalentes8,11-14. Em face da necessidade de se estimular a prevenção e o diagnóstico precoce das patologias bucais e da escassez de dados epidemiológicos sobre as alterações bucais diagnosticadas na cidade de Aracaju-SE, o objetivo dessa pesquisa foi identificar as principais patologias do sistema estomatognático diagnosticadas no Serviço de Patologia Bucal da Universidade Tiradentes (UNIT). METODOLOGIA Trata-se de pesquisa quantitativa, descritiva-exploratória, transversal e retrospectiva. A população estudada foi constituída pelos laudos histopatoló- gicos de tecidos bucais sob tutela da Universidade Tiradentes, elaborados no período entre 2002 e 2010, e a amostra foi constituída de 128 laudos. Foram observados os aspectos éticos no que diz respeito à pesquisa envolvendo seres humanos, conforme recomendação da Resolução nº 196/96, do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, tendo sido obtido o parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIT nº 160610. Os seguintes dados foram coletados: gênero e idade do paciente, localização da lesão, data de emissão do laudo e diagnóstico histológico. Essas informações foram digitadas numa planilha do Excel 2007, e foi criado um banco de dados. As características do estudo foram identificadas e estudadas por estatística descritiva simples na qual as variáveis foram mensuradas mediante valores absolutos e relativos (percentuais).

Dica de Leitura-Ocorrência de acidentes com instrumentais pérfuro-cortantes em clínica odontológica na cidade do Recife-Pernambuco — Estudo-piloto

RESUMO objetivo: analisar a ocorrência de acidentes com instrumentais/materiais pérfuro-cortantes entre cirurgiõesdentistas e auxiliares de saúde bucal no ano de 2009 e ao longo de sua vida profissional. métodos: a população da pesquisa foi composta por 15 cirurgiões-dentistas e 15 auxiliares de saúde bucal do centro de saúde desembargador Ângelo Jordão de Vasconcelos Filho na cidade do Recife- PE. A coleta de dados deste estudo do tipo descritivo e retrospectivo foi realizada no mês de agosto de 2009, por meio da aplica- ção de questionário autoaplicável, abordando informações gerais dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal em relação à ocorrência de acidentes. A análise estatística foi realizada de forma descritiva, por meio de distribuições absolutas e percentuais e estatística inferencial, por meio do qui-quadrado de Pearson ou do teste exato de Fischer. resultados: a maioria dos profissionais relatou ter sofrido acidente pérfuro-cortante ao longo de sua vida profissional (83,3%) e no ano de 2009 (40,0%); a sonda exploradora (54,2%) seguida da agulha (45,8%) foram os instrumentos mais envolvidos nesses acidentes. Quanto á existência de protocolo com as condutas a serem adotadas pós-acidente, a grande maioria demonstrou desconhecer a existência de um protocolo.

INTRODUÇÃO A despeito do avanço tecnológico nos últimos anos, o número de acidentes e doenças ocupacionais em equipes de atendimento odontológico tem aumentado consideravelmente, o que tem levado a inúmeros estudos dos fatores de riscos, tanto em decorrência das novas técnicas e manobras clínicas e cirúrgicas como também pelo uso de produtos químicos e instrumentos pérfuro-cortantes, visando à prevenção de acidentes e intensificação dos cuidados com a saúde desses profissionais. O número de acidentes e doenças ocupacionais ocorridos com profissionais da saúde vêm aumentando devido a fatores, como excesso de carga horária de trabalho, estresse, uso incorreto da biosseguran- ça, estado emocional dos pacientes e/ou profissionais durante o atendimento, acrescentando-se que as condições de trabalho dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de consultório odontológico fazem com que eles estejam expostos a uma grande variedade de microorganismos presentes, especificamente, no sangue, na saliva e nas vias aéreas respiratórias dos pacientes.1 No atendimento odontológico, o uso de instrumentos rotatórios e ultras-sônicos favorece a ocorrência de respingos, e na rotina de trabalho com instrumentos pérfuro-cortantes, num campo restrito de visualização, eleva-se o risco de lesões percutâneas. A posição dentista/paciente e dos equipamentos no consultório odontológico pode contribuir para a ocorrência de acidentes.2 A exposição pode ser minimizada na medida em que forem sendo adotadas as boas práticas de trabalho e organização profissional na atividade de atendimento odontológico, como, por exemplo, o uso de equipamentos de proteção coletiva e individual, adequação das instalações físicas aos preceitos da biossegurança e capacitação continuada dos cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal, evitando, assim, o comprometimento da qualidade de sua saúde e dos procedimentos clínicos e cirúrgicos realizados. Os acidentes ocupacionais devem ser prevenidos e analisados tanto no ambiente profissional como entre os estudantes universitários por meio da divulgação de métodos que ressaltem a importância da biossegurança, o manuseio correto dos instrumentos e materiais biológicos, a imunização completa e como proceder em casos de acidentes.3 Diante dessa problemática, há de se buscarem todas as estratégias possíveis que possam contribuir para a prevenção dos acidentes ocupacionais e a promoção de saúde. Estratégias essas devem envolver e fortalecer as comissões internas de preven- ção de acidentes (CIPA) como também as demais estruturas organizacionais que se encarregam de educação sanitária e vigilância de saúde nas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), nos Departamentos de Educação Continuada e uma efetiva participação das Associações de Classe, Conselho Federal e Regional de Odontologia. Este trabalho teve como objetivo geral verificar a ocorrência de acidentes ocupacionais em cirurgiões-dentistas e auxiliares de saúde bucal de um Centro de Saúde na cidade do Recife-PE tanto no ano de 2009 como ao longo de sua vida profissional e como objetivos específicos: determinar a frequência desses acidentes; identificar a conduta adotada pelo cirurgião-dentista e pelo auxiliar de saúde bucal após acidente com instrumento pérfuro-cortante e verificar o conhecimento da existência de protocolo escrito com condutas a serem adotadas pós-acidentes pérfuro-cortantes no seu local de trabalho, por parte dos profissionais pesquisados

Autores
Richard Ribeiro Alonso de AndradeI | Renata de Albuquerque Cavalcanti AlmeidaII | Gerhilde Callou SampaioII | José Ricardo Dias PereiraIV | Emanuel Savio de Souza AndradeV

Dica de Leitura-Tratamento de extenso cisto inflamatório em maxila - relato de caso

RESUMO os cistos inflamatórios periapicais representam uma considerável parcela na distribuição epidemiológica daqueles categorizados como odontogênicos. Estudos mostram que no mundo inteiro cerca de 84% dos cistos que acometem a região maxilo facial são inflamatórios pariapicais. Seu diagnóstico é realizado pela associação entre o exame clínico, imaginológico e histopatológico. a terapêutica dessas lesões compreende desde o tratamento endodôntico dos dentes envolvidos até a sua enucleação cirúrgica. Fatores, como o estado geral do paciente, tamanho, forma e localização da lesão, são relevantes na tomada de decisões em casos como esses. Este trabalho tem como propósito relatar um caso clínico de um extenso cisto inflamatório periapical na maxila e discutir os fatores que levaram a uma abordagem multidisciplinar. Palavras-chaves: Cirurgia Bucal; Cistos odontogênicos; Cisto Radicular.
Relato de CASO
RELATO DE CASO Paciente gênero feminino, 24 anos se apresentou no ambulatório, após uma semana de alta hospitalar onde foi submetida à antibioticoterapia endovenosa e drenagem de abscesso na região de palato duro. Ela referia secreção purulenta pelo nariz e pelo ponto de drenagem intraoral, odor forte, dor e incapacidade mastigatória. Relatou, ainda, que havia iniciado um tratamento endodôntico no dente 21 que não fora concluído. Ao exame clínico, como se pode ver na Figura 1a, observa-se escurecimento do dente 21, discreto aumento de volume e ponto de drenagem em palato duro. A paciente foi encaminhada para a avaliação da vitalidade pulpar dos elementos anteriores superiores e exames de imagem. Ao exame tomográfico, percebe-se imagem sugestiva de extensa lesão cística envolvendo as raízes dos dentes 12, 11, 21, 22, 23, como se pode observar na Figura 1b. O diagnóstico obtido com a avaliação endodôntica foi necrose pulpar dos dentes 12, 11, 21 e 22. A paciente foi submetida à limpeza e instrumentação biomecânica do sistema de canais dos dentes necrosados, e curativos de demora à base de hidróxido de cálcio foram realizados 1 b 2 b 1 b 2 b Figura 1a – Aspecto clínico inicial após uma semana de drenagem do abscesso. Observe o ponto de drenagem em processo de cicatrização. Figura 1b – Aspecto tomográfico da lesão, no qual se pode observar a extensão da lesão, conforme relatado, envolvendo os dentes 12, 11, 21, 22, 23. durante quatro meses. Após controle da secreção purulenta, os canais foram obturados pela técnica convencional. Devido ao tamanho e histórico da lesão, decidiu-se por uma associação entre o tratamento endodôntico e a abordagem cirúrgica. A paciente foi submetida ao bloqueio troncular do nervo maxilar bilateral pela técnica da tuberosidade alta, tendo em vista o conforto do paciente durante o procedimento e a extensão da lesão. O procedimento foi realizado em ambiente ambulatorial, preservando a cadeia asséptica. Iniciou-se o procedimento com incisão intrasucular pelas faces palatinas, estendendo-se do dente 15 ao 24. Como se pode constatar na Figura 2a, foi realizado o descolamento mucoperiosteal do retalho palatino, a delimitação da lesão e disseca- ção da cápsula cística e a sua remoção.

Transplante dentário: Dica de Leitura


Autores
Aline Carvalho peixotoI | Auremir Rocha MeloII | Thiago de Santana SantosIII
Introdução O transplante dentário é a substituição de um dente perdido ou ausente por um dente transplantado, geralmente um terceiro molar.1 Esse tipo de transplante autógeno foi documentado pela primeira vez por Hale, sendo que, até os dias atuais, os princípios dessa técnica cirúrgica são praticamente os mesmos,2 sendo um procedimento clínico que vem sendo realizado com sucesso, em reabilitação bucal.1 O protocolo do transplante dentário foi introduzido por Apfel3 e Miller,4 sendo que Flemingen mostrou os critérios para seu sucesso, e Costich apresentou os fatores para o sucesso e as falhas na realização de transplantes.5 O sucesso de transplantes de germe dentário depende da integridade da membrana periodontal ou folículo dentário; também é influenciado pela assepsia e técnica cirúrgica atraumática bem como do menor tempo de permanência extra-alveolar do dente a ser transplantado.1,6 As principais indicações gerais para o transplante dentário são:7,9 dentes perdidos por cáries extensas; reabsorção radicular; doença periodontal; fratura coronorradicular; agenesias; aplasias; dente incluso. Pode-se considerar como principais contraindicações: 6,7 possibilidade de tratamento conservador; possibilidade de tracionamento ortodôntico; estágio de rizogênese de Nolla menor que o número 7 (até 1/3 de raiz formada); quando não houver possibilidade de estabilização do dente no leito receptor; presença de infecção na cavidade bucal; quando o dente a ser transplantado não puder ser removido sem odontosecção; falta de espaço adequado na região do leito receptor. O exame radiográfico é imprescindível na sele- ção e indicação da cirurgia (indicações e contraindicações locais que não possam ser identificadas durante o exame clínico), principalmente para a mensuração do alvéolo receptor com relação ao tamanho do germe dental.6 A contenção do dente no local deve ser realizada por meio de técnicas semirrígidas, dentre elas: sutura sobre a face oclusal do dente transplantado, braquete ortodôntico, esplintagem com fio de aço e resina ou ainda cimento cirúrgico cobrindo as faces oclusais dos dentes adjacentes e o próprio dente transplantado. Tal fixação deve ser mantida durante 3 a 4 meses.1,5,6 Testes de sensibilidade pulpar são empregados para avaliar a revascularização pulpar, sendo eficazes somente três a quatro meses após o transplante, embora, esse período possa ser mais longo.9 Logo, ausência de sensibilidade nos testes não implica que haja necrose pulpar, devendo-se aguardar até que algum sinal clínico-radiográfico (exemplo: escurecimento coronário, fístula, reabsorção radicular, lesão periapical, entre outros) exija a imediata endodontia do dente transplantado.7 A profundidade de sondagem e presença de recessão gengival devem ser mensuradas em milí- metros para um melhor prognóstico.7 A perda de inserção gengival é rara após transplantes de dentes com rizogênese incompleta, pois a cicatrização do ligamento periodontal é evidenciada pela formação da lâmina dura, podendo ser visualizada após cerca de um mês do procedimento cirúrgico.9 Apesar dos grandes avanços da Odontologia, com consequente diminuição das indicações de exodontia por doença periodontal e cárie, a prática da remoção de dentes que podem ser tratados de forma conservadora ainda é rotineira em locais em que a condição sócio-econômica é desfavorável. As terapêuticas possíveis frente a um dente perdido são geralmente por reabilitação protética, implantes e ortodontia, embora sejam, são tratamentos que geralmente dependem de condição financeira.7 Desse modo, o transplante dental surge como uma opção de tratamento a todas as camadas sociais, sendo denominado por alguns pesquisadores de “prótese biológica”.8 O objetivo do presente trabalho é apresentar uma revisão de literatura atual acerca do tema, ilustrando com o relato de um caso clínico.
Autores
Fábio andrey da Costa araújoI | Fabrício Souza LandimII | Nelson Studart da RochaIII | antônio de Figuêiredo CaubiIV | Hécio Henrique araújo de MoraisV

Dica de Leitura-Surgical management of condylar fracture associated with body mandibular fracture: case repor

RESUMO O côndilo mandibular apresenta-se como um dos locais mais comumente acometidos nas fraturas mandibulares, sendo, na maioria das vezes, decorrente de um trauma na região de sínfise ou de para-sínfise mandibular. A ptar pelo tratamento cirúrgico ou conservador é motivo de controvérsias, principalmente devido às diversas complicações pós-tratamento relatadas na literatura. Uma das principais indicações para a redução cirúrgica consiste na impossibilidade de estabelecer uma satisfatória oclusão dentária pelo tratamento conservador, geralmente associado às fraturas bilaterais. O sucesso do tratamento está relacionado a uma aderência cuidadosa nos princípios cirúrgicos e fisiológicos e em um acompanhamento pós-operatório rigoroso, aumentando a capacidade funcional a longo prazo e possibilitando uma menor incidência de complicações. Este trabalho objetiva relatar um caso clínico de redução cirúrgica de fratura bilateral de côndilo associada à fratura de corpo mandibular, enfocando, principalmente, os aspectos relacionados às indicações e complicações desse tipo de tratamento. Palavras-Chave: Côndilo Mandibular; Fraturas Mandibulares; Traumatismos Mandibulares. ABSTRACT The mandibular condyle is presented as one of the most commonly sites involved in jaw fractures, most often due to trauma in the region of the mandibular symphysis. The choice of surgical or conservative treatment is a highly controversial issue, mainly due to the various post-treatment complications reported in the literature. One of the main indications for surgical reduction is the inability to establish a satisfactory dental occlusion by conservative treatment, usually associated with bilateral fractures. Successful treatment is related to a careful adherence to surgical and physiological principles with a rigid follow up, increasing the long-term functional capacity and allowing a lower incidence of complications. This study reports a case of surgical reduction of bilateral condyle fracture associated with fracture of the mandibular body, focusing on aspects related with indications and complications of this treatment. Key words: Mandible Condyle; Mandible Fractures; Mandibular Injuries

INTRODUÇÃO A mandíbula, apesar de ser um osso denso e resistente, é um dos ossos faciais mais fraturados por apresentar-se proeminente em relação aos demais. O processo condilar é sua área mais frágil, que geralmente fratura por trauma indireto, quando a sínfise e o corpo da mandíbula são atingidos1. As fraturas de côndilo mandibular despertam grande interesse por parte dos pesquisadores e profissionais da área, pelo fato de estarem relacionadas diretamente à oclusão dentária e, ainda, não existir consenso quanto à melhor forma de tratamento1,2. Os achados clínicos mais comumente encontrados são: dor, crepitação, desvio de abertura bucal para o lado fraturado, limitação dos movimentos mandibulares, oclusão dentária alterada. Nas fraturas bilaterais, o retroposicionamento mandibular com mordida aberta anterior e alongamento facial1. A projeção lateral oblíqua da mandíbula e da articulação têmporo-mandibular bem como a ântero-posterior dos processos condilares, incluindo os arcos zigomáticos (projeção de Towne modificada), são as melhores radiografias para diagnóstico desses tipos de fratura. Ressalta-se, também, o uso da tomografia computadorizada, ressonância magnética e artroscopia para um diagnóstico mais apurado e um melhor planejamento cirúrgico1. O tratamento pode ser conservador com orientação da dieta, utilizado, principalmente, em crianças ou em casos com deslocamentos e altera- ções oclusais pequenas, ou cirúrgico fechado, com utilização de bloqueio maxilo-mandibular e terapia com elásticos. Nos casos mais graves, cirúrgico aberto, com exploração direta do foco da fratura, redução dos fragmentos e fixação, com placas e parafusos de titânio ou fio de aço1,2. Este trabalho objetiva relatar um caso clínico de redução cirúrgica de fratura bilateral de côndilo associada à fratura de corpo mandibular, enfocando, principalmente, os aspectos relacionados às indica- ções e complicações desse tipo de tratamento. RELATO DO CASO O paciente J.R.S, gênero masculino, melanoderma, 49 anos de idade, vítima de atropelamento apresentou-se ao Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC-UPE), em Recife - PE, com queixa de dor e dificuldade de abertura bucal devido a trauma de face. Durante anamnese, constatou-se paralisia dos membros inferiores devido à poliomielite na infância, a sinais vitais normais e à ausência de doenças sistêmicas. Ao exame físico, observou-se limitação dos movimentos de abertura e excursivos da mandíbula com sintomatologia dolorosa, mordida aberta anterior devido à perda de dimensão vertical posterior e mobilidade com crepitação óssea em corpo mandibular do lado esquerdo (Figura 1a). A inspeção intraoral revelou edentulismo parcial superior e inferior associado à deficiência de higiene oral. Na avaliação radiográfica, evidenciaram-se sinais sugestivos de fratura de mandíbula em

Dica de Leitura-Síndrome de Sjögren Primária – relato de caso

RESUMO A Síndrome de Sjögren(SS) primária é uma desordem autoimune crônica dos tecidos exócrinos, com comprometimento funcional importante das glândulas lacrimais e salivares. Essa doença poliglandular é frequentemente associada a manifestações sistêmicas extraglandulares, como secura ocular e bucal, propiciando alterações fisiológicas locais. O entendimento da fisiopatologia e a evolução da SS primária favorecem o correto diagnóstico e a terapêutica apropriada. Este artigo tem por objetivo descrever os principais sinais e sintomas clínicos da SS primária, os critérios para correto diagnóstico e relatar um caso clínico clássico da doença. Descritores: Síndrome de Sjogren; Xerostomia; Xeroftalmia. ABSTRACT Sjögren’s syndrome (SS) is a primary chronic autoimmune disorder of exocrine tissue with significant functional impairment of the salivary and lacrimal glands. This polyglandular disease is often associated with extraglandular systemic manifestations such as dryeyes and mouth providing physiological sites. The understanding of the pathophysiologyand progression of primary SS favor the correct diagnosis and appropriate therapy. This article aim to describe the main clinical signs and symptoms of primary SS, the criteria for correct diagnosis and a case report of classic disease. Descriptors: Sjogren’s syndrome, xerostomia, xerophthalmia Síndrome de Sjögren Primária – relato de caso PrimarySjögren’ssyndrome – a reported case V13N2 INTRODUÇÃO A síndrome de Sjögren (SS) é uma doença sistêmica autoimune, que afeta, principalmente, as glândulas exócrinas. Caracteriza-se clinicamente por olhos secos (ceratoconjuntivite seca) e boca seca (xerostomia), porém manifestações extraglandulares, como vasculite cutânea, fenômeno de Raynaud, artrite, comprometimento pulmonar e envolvimento de nervos periféricos também podem ocorrer.1A SS pode existir como doença primária das glândulas exócrinas (SS primária) ou estar associada a outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide,

lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica progressiva, esclerodermia, doença de Graves (SS secundária)2. Essa doença acomete, principalmente, o sexo feminino, com uma prevalência de 9 mulheres para cada homem e idade de estabelecimento dos sintomas em torno dos 45 a 50 anos, sendo rara em criança e jovens. Sua prevalência real é difícil de ser estabelecida devido à dificuldade de diagnóstico, mas se estima que seja de 1 a 3% da população3. A predominância do sexo feminino e o início tardio da SS dirigiu a atenção para os hormônios sexuais e seu papel potencial na etiologia da SS. Em geral, os hormônios andrógenos têm sido considerados reguladores de doenças autoimunes 4,5. A xeroftalmia é o sintoma mais referido pelos pacientes com SS primária. Denominada ceratoconjuntivite seca, o paciente com os olhos secos pode experimentar sensação de corpo estranho nos olhos, ardência, fotofobia, cansaço ocular, diminuição da acuidade visual e, até mesmo, períodos paradoxais de epífora.5,6 A diminuição da secreção salivar em pacientes com SS tem um grande impacto na saúde oral dada a perda da lubrificação das mucosas (mucosites), diminuição da capacidade antimicrobiana da saliva, com predisposição de infecções oportunistas locais (cáries, periodontites, infecções fúngicas)6,7. O tratamento da SS primária é puramente baseado na sintomatologia. O uso rotineiro de colírios oftalmológicos e lágrimas artificiais amenizam os sintomas oculares bem como a administração de sialogogos (pilocarpina) e ingestão de água ajudam a reduzir os quadros de xerostomia8,9,10

Dica de Leitura-Cisto Osseo Simples

Abordagem cirúrgica de cisto ósseo simples em côndilo mandibular: relato de caso

RESUMO O cisto ósseo simples é considerado um pseudocisto, e, quando presente nos ossos da face, acomete, com maior frequência, a região de corpo e sínfise mandibular de pacientes na segunda década de vida, sendo raros os casos em côndilo mandibular isolado. É geralmente assintomático, sendo diagnosticado durante exames radiográficos de rotina. Embora a sua etiologia seja controversa, uma possível origem traumática pré-lesional é a mais aceita. As formas de tratamentos variam desde procedimentos como acompanhamento, curetagem até ressecções. A exploração cirúrgica e coleta de material para análise microscópica são recomendadas para confirmação do diagnóstico. Este trabalho relata um raro caso de cisto ósseo simples no côndilo mandibular em paciente do sexo feminino, 53 anos, tratada por meio da técnica de osteotomia vertical do ramo mandibular com condilectomia alta e posterior osteoplastia condilar. Descritores: Cisto ósseo; Pseudocistos; Côndilo mandibular

INTRODUÇÃO O cisto ósseo simples (COS) se constitui em uma lesão incomum, com ocorrência em ossos longos e gnáticos, embora a maior parte dos estudos não correlacione uma área à outra. A Organização Mundial da Saúde define o COS como uma lesão não neoplásica intraóssea revestida por tecido conjuntivo, sem a presença de envoltório epitelial, Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac., Camaragibe v.13, n.2, p. 51-56 , abr./jun. 2013 ISSN 1679-5458 (versão impressa) ISSN 1808-5210 (versão online) 52BATISTA, et al. por meio de um caso clínico de paciente acometida por COS em côndilo mandibular direito. RELATO DE CASO Paciente de 53 anos, sexo feminino, leucoderma queixava-se de dores de cabeça na região temporal do lado direito. Após consulta com um neurologista, este verificou uma entidade radiolúcida no côndilo da mandíbula após visualização em Tomografia Computadorizada (TC) de crânio. A paciente, então, foi referenciada a um serviço de Cirurgia Bucomaxilo-facial. Durante anamnese, não foi relatado pela paciente nenhum episódio de trauma local ou condições sistêmicas dignas de nota. Ao exame clínico, a oclusão e o aspecto facial encontravam-se dentro dos padrões de normalidade, sem limitações funcionais na abertura bucal, excursões laterais ou presença de clicks articulares (Figura 1). Solicitouse, então, TC de face, radiografia panorâmica e de estudo da ATM, em que foi evidenciada lesão osteolítica no côndilo mandibular direito, medindo aproximadamente 2,0 x 1,5 x 0,7cm de diâmetro (Figura 1 D-E). o que a classificaria como um pseudocisto1, 2. A literatura de longa data refere-se à tal manifestação clínica por uma variedade de sinônimos, a saber: cisto ósseo solitário, cavidade óssea progressiva, cisto ósseo simples, cavidade óssea idiopática, cisto ósseo traumático, sendo esta última a mais relatada na literatura3, 4. Apesar de controversa, sua etiologia mais aceita sugere que o processo seja secundário a uma hemorragia intraóssea pós-traumática, na qual o hematoma produzido se liquefaz, resultando em um defeito ósseo3,5. Outras hipóteses sugerem: incapacidade do fluido intersticial sair do osso devido à drenagem inadequada1; lesão prévia que causaria estase venosa, ocasionando necrose óssea focal e acúmulo de fluido6; enfartamento do osso medular; perda de suprimento sanguí- neo de lesão angiomatosa, degeneração cística de tumores; bloqueio e alteração da atividade osteogênica local7,8. Seu diagnóstico invariavelmente é feito por meio de achado acidental em radiografias de rotina, devido ao seu caráter normalmente assintomático, tendo como característica uma área radiotransparente bem definida, circunscrita por tênue linha radiopaca, variando de 1 a 10 cm de diâmetro 2,5. Quando há envolvimento dentário, observam-se projeções que se insinuam, de forma recortada, entre as raízes dentárias, sendo esse um aspecto altamente sugestivo da lesão, mas não patognomônico5. Seu acometimento se dá, principalmente, na segunda década de vida, sendo raros os casos em indivíduos com menos de 5 anos e mais de 35 anos, tendo os ossos gnáticos um acometimento menor que 1%, e a mandíbula na região de corpo e sínfise afetada em 75% 5,9,10, sendo bastante raros os casos em côndilo mandibular . Devido a poucos casos relatados na literatura de ocorrência dessa entidade na região condilar, este trabalho se propõe a analisar as implicações clínicas

Dica de Leitura-Ferimento transfixante em criança- relato de caso clínico

Ferimento transfixante em criança- relato de caso clínico

ResuMo Ferimentos penetrantes em região de cabeça e pescoço podem ter morbidade e mortalidade significativos. avaliação rápida e adequadas condições de tratamento iniciais, especialmente no que se refere à estabilidade das vias aéreas e controle vascular, são fundamentais no correto manejo dessas lesões. O presente artigo se constitui em de um relato de caso em criança após acidente transfixante em pescoço e face, buscando trazer uma revisão de literatura sobre o assunto e as diretrizes atuais de tratamento para esse tipo de lesão. Descritores: Ferimento penetrante; Criança; acidentes domésticos. aBstRact Penetrating injuries to the neck and head can have significant morbidity and mortality. Rapid assessment and prompt management of life threatening conditions especially airway and vascular control is essential in early management. The following article it is a case report of a child after accident transfixing neck and face, seeking to bring a literature review on the subject and the current guidelines for treating this type of injury. Descriptors: penetrating injury; child; domestic accidents. ferimento transfixante em criança- relato de caso clínico Transfixing injury in a child- a case report V13N2 intRodução a palavra trauma, do ponto de vista semântico, vem do grego, cujo significado é ferida. Pode ser uma lesão física, causada por ações externas lesivas ou violentas ou pela introdução de substância tóxica no organismo, podendo também ser um dano psicológico ou emocional. Independente de sua melhor definição, o fato é que o trauma é um agravo, que pode gerar várias doenças e representa um problema de saúde pública de grande magnitude e transcendência no Brasil. Tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população, com profundas repercussões nas estruturas sociais, econômicas e políticas de nossa sociedade. entre as causas externas de trauma, incluemse os acidentes e a violência, que configuram um conjunto de agravos à saúde. Outras causas de morbimortalidade, dentre elas, queimaduras, quedas, afogamentos, envenenamentos, intoxicações. No Brasil, em 2010, os óbitos por outras causas externas, excluindo os acidentes de transporte ter- Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac., Camaragibe v.13, n.2, p. 57-62 , abr./jun. 2013 ISSN 1679-5458 (versão impressa) ISSN 1808-5210 (versão online) 58 Vieira restre, responderam por 17,9% do total de óbitos (13,43 óbitos/100 mil habitantes) e as quedas por 7,3% (5,46 óbitos /100 mil habitantes). Os traumatismos, sob todos os aspectos, apresentam grande importância na sociedade atual, estando entre as principais causas de morbi-mortalidade. Dentre as inúmeras lesões ocorridas em centros de traumas urbanos, o traumatismo facial é um dos mais prevalentes1. Lesões penetrantes no pescoço e na face por projétil (arma de fogo) ou não projétil (facas e outros instrumentos afiados) representam uma fonte significante de admissões agudas de civis nas unidades de trauma no Reino Unido, e essa tendência se reflete em toda a Europa2. Crianças e idosos parecem representar um grupo de risco para tais lesões3. Na infância, as causas de violência e a sua prevenção vêm sendo objeto de inúmeros trabalhos nos últimos anos por representarem, atualmente, uma importante causa de morbi-mortalidade infantil. Vários trabalhos nacionais e internacionais apontam os acidentes com corpos estranhos como importante causa de morbidade e mortalidade entre as crianças. À medida que os índices de morbi-mortalidade em crianças por causas externas vieram se destacando ao longo das décadas, a necessidade de políticas e estratégias para minimizar esse problema de saúde pública mobilizou sociedades e organizações. Fisiologicamente as crianças respondem a uma lesão muito diferente dos adultos, dependendo da sua idade e maturação e da gravidade da lesão5. Coletar corretamente a história do acidente, solicitar exames de imagem para investigação, exploração cirúrgica satisfatória e controle constante de infecção são passos muito importantes para se obterem resultados positivos na remoção de corpos estranhos na face6.. Relato de caso Criança T. L. S., 10 anos de idade, do sexo feminino, vítima de queda acidental enquanto brincava em sua residência, próxima a uma área que estava em reforma. Ao brincar sobre os escombros, desequilibrou-se e caiu sobre hastes de ferros de construção que estavam com suas extremidades desprotegidas. O socorro foi aguardado pelo SAMU que providenciou o corte com serras do corpo estranho, sem removê-lo da face da criança, visto que o este encontrava-se travado em posição, havendo o risco eminente de lesão de estruturas vitais e sangramento durante sua remoção. A paciente foi, então, encaminhada ao centro de referência em trauma de sua região, o hospital de urgência e emergência de trauma no município de Campina Grande. Após o atendimento inicial ter sido completado, ela realizou uma tomografia computadorizada de face para afastar qualquer suspeita de fraturas e avaliar a extensão do dano. O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia geral, para remoção do fragmento de ferro. Após exploração cirúrgica pelas equipes de cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial (CTBMF) e cirurgia vascular, verificou-se que nenhuma estrutura importante foi danificada e posteriormente foi realizado sutura. Foram administradas medicações para controle de infecção (cefalotina) e dor assim como profilaxia antitetânica. A paciente recuperou-se de forma satisfatória, recebendo alta no quarto dia de internação, quando se percebeu um déficit motor nas regiões inervadas pelo nervo facial, embora não tenha sido notado esse dano durante o exame direto na ferida cirúrgica, não significando, entretanto, que ele não tenha ocorrido, podendo ser atribuído esse déficit ao próprio edema pós-operatório.

Dica de Leitura-Lipomas Relato de CASO

Remoção cirúrgica de lipoma de grande proporção: Relato de caso
Rodrigo Resende I|Mauricio Meirelles II|Rosângela Varella III I. Mestre em Odontologia pela UFF e professor de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ. II. especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela PUC/RJ e professor do curso de especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade Gama Filho / RJ. III. Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela UFRJ e professora de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ.



 RESUMO Os lipomas são tumores benignos, originários do tecido adiposo. estima-se que acometem o complexo oro-maxilo-facial em aproximadamente 13% dos casos. Podem ainda apresentar tamanhos variados e causar grande incômodo estético. Clinicamente, podem apresentar-se como uma lesão única ou lobulada, de base séssil e assintomática. Quando intraorais, localizam-se sob a mucosa em cerca de 50% dos casos. São incomuns em crianças e frequentes em pacientes acima de 40 anos de idade. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de uma paciente do gênero feminino, leucoderma, 52 anos de idade, encaminhada ao Serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital estadual Adão Pereira Nunes /RJ, apresentando aumento de volume em região submandibular do lado direito, com aproximadamente 11 anos de evolução e 8cm de tamanho em seu maior diâmetro. A paciente foi submetida à biópsia excisional da lesão, sob anestesia geral, sendo o diagnóstico histopatológico de lipoma. Palavras–chave: Cirurgia; Patologia; Neoplasia; Lipoma.

Atualmente, com o aumento da violência nas grandes cidades de diversos países do mundo, profissionais da área de saúde, lotados em hospitais de emergência, atendem diariamente as vítimas das chamadas “guerras urbanas”. O tratamento das lesões provocadas por armas de fogo torna-se difícil em função do alto poder destrutivo desses armamentos,quando comparado com as lesões oriundas de outras etiologias . (1-4) Devido ao grande número de mortes envolvendo pessoas inocentes no Estado do Rio de Janeiro, em abril de 2008, a Polícia Militar do Estado iniciou o treinamento de sua corporação para a utiliza- ção das chamadas armas de munição não letal, considerando o uso gradual e seletivo da força. As armas não letais são concebidas e emprega são concebidas e empregadas para a incapacitação pessoal, minimizando o risco de mortes e danos indesejados a instalações patrimoniais e ao meio ambiente. As munições mais utilizadas são constituídas de cartuchos com projéteis de borracha macia, na forma de balins, de calibre 12, normalmente usado em espingardas. Contrariamente a outras armas que destroem permanentemente os alvos, elas permitem que os efeitos sobre eles sejam reversíveis e/ou possibilitem a discriminação entre alvos e não alvos na área de impacto (8,9). Quando incorretamente utilizado, esse tipo de armamento pode levar a óbito. Por esse motivo, deve ser seguido corretamente seu modo de utilização, além de respeitar a distância entre o armamento e o alvo (8). RELATO DE CASO Paciente A.R.S.J., gênero masculino, leucoderma, 25 anos de idade, oriundo do Estado de São Paulo/SP - Brasil, foi atendido no Serviço de emergência do Hospital Municipal Salgado Filho/RJ, em decorrência de um ferimento na face, provocado por projétil de borracha. Todos os procedimentos de emergência foram adotados de acordo com o protocolo de ATLS. O paciente referia queixas álgicas e parestesia do lábio inferior à direita. Ao exame extraoral, observou-se grande edema em região parotídea direita, uma ferida pérfuro–penetrante na região geniana com aproximadamente 3 cm em seu maior diâmetro correspondendo ao orifício de entrada do projétil, além de equimose retro - auricular e otorragia ipsilateral. (Fig. 1). O exame intraoral revelou desoclusão dentária, limitação de abertura de boca (em torno de 20mm), creptação óssea entre aos elementos dentários 44 e 45 e mobilidade acentuada do processo alveolar na região correspondente as elementos dentários 46 e 47 (Fig. 2). A tomografia computadorizada em cortes axiais revelou a presença de dois projéteis ovalados, junto ao bordo anterior do músculo masseter, fratura do corpo mandibular direito com grande deslocamento, efisema subcutâneo e a dispersão do tecido mole, referente à trajetória do projétil (Fig. 3). O paciente foi encaminhado ao centro cirúrgico, sob terapia antibiótica, anti-inflamatória e analgésica, por via venosa. Sob anestesia geral, foi submetido ao bloqueio maxilo-mandibular por meio de barras de Erich e elásticos, e a remoção cirúrgica dos projéteis (Fig. 4 e 5). As feridas foram lavadas exaustivamente, com solução de clorexidine a 2%, seguida de solução fisiológica a 0,9%, e os bordos aproximados por meio de suturas com pontos interrompidos, utilizando fio Vicryl® 3-0 nos planos teciduais profundos e nylon 5-0 na pele. A oclusão dentária foi reestabelecida e não houve intercorrências transoperatórias. Em seguida, o paciente foi transferido para uma unidade hospitalar de sua cidade de origem.

Dica de Leitura-Fratura de mandíbula provocada por projétil não letal: Relato de caso V

Fratura de mandíbula provocada por projétil não letal: Relato de caso
Rodrigo Resende I | Rosângela Varella II | Flávia Santoro III| Mauricio Meirelles IV I. Mestre em Odontologia pela UFF e professor de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ. II. Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela UFRJ e professora de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ. III. especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Universidade Gama Filho / RJ. IV. especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela PUC/RJ e professor do curso de especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Universidade Gama Filho / RJ. RESUMO As armas de fogo são largamente utilizadas para a prática de homicídios, suicídios e lesões corporais. Utilizadas pelas forças policiais em todo o mundo, provocam lesões caracterizadas por extensa destruição tecidual, cujo tratamento é complexo e requer, muitas vezes, grandes reconstruções. Na tentativa de controlar situações de agitação social, manifestações, tumultos ou depredações sem, contudo, matar ou ferir gravemente os participantes, a polícia vem utilizando armas de munição não letal. embora não letal, se a munição atingir partes delicadas do corpo, pode causar danos importantes ou, até mesmo, levar à morte da vítima. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico de um paciente atendido no Serviço de emergência do Hospital Municipal Salgado Filho/RJ-Brasil, vítima de fratura de mandíbula, em decorrência de uma agressão por projétil não letal bem como discutir a capacidade de morbidade dessas munições que, embora consideradas não letais, se incorretamente utilizadas, podem levar ao óbito. Palavras-Chave: Projétil de borracha; Munição não letal; Fratura de mandíbula. ABSTRACT Firearms are widely used for the practice of homicides, suicides and injuries. Used by police forces around the world, causing lesions characterized by extensive tissue destruction, whose treatment is complex and often requires, large reconstructions. In an attempt to control situations of social unrest, demonstrations, riots or vandalism without, however, kill or seriously injure the participants, the police have been using non-lethal weapons ammunition. While not lethal, if the ammunition reaches delicate parts of the body can cause serious damage or even lead to death of the victim. The aim of this study was to report a case of a patient treated at the emergency Service of the Salgado Filho Municipal Hospital / RJ-Brazil, victim of mandible fracture as a result of an assault by non-lethal projectile, as well as discuss the ability of morbidity this ammunition that, while considered non-lethal, if used incorrectly, can lead to death. Keywords: Projectile rubber, non-lethal ammunition; jaw fracture.

Dica de Leitura Dentes em linhas de fraturas mandibulares: epidemiologia, manejo e complicações

Purpose: To examine the incidence, the regions most affected, the management as well as the complications found in teeth involved in the line of mandibular fractures. Methods: Data were collected from patients records treated of mandibular fractures. It was included information such as demographic data, fracture location, presence of teeth in the line of fracture, treatment and complications. Results: The sample has presented a total of 310 lines of fracture, from these, 144 had teeth involved. The most affected area was the angle, followed by the parasymphysis, body, alveolar process and symphysis. There were 196 “fracture line” teeth, 60 of which had been removed. Postoperative complications occurred in 8.6% of the sample. From the cases that presented complications, patients without teeth involved in the fracture line ranged 43.75% and patients with teeth involved in the fracture line reached 56.25%. When the tooth was removed 8.47% of the patients presented complications and when the tooth was retained 2.85%. Conclusion: This study demonstrated that the presence of teeth in the line of fracture is not a limiting factor for the treatment. The complications are more frequently related to the chosen method of treatment than to the involvement of teeth in the line of fracture.

Autores
Mariana Schaffer I|Nelson Luis Barbosa Rebellato II|Luis augusto PasseriIII|Bruno Tochetto PrimoIV| Rafaela Scariot de Moraes V

Dica de Leitura-Leishmaniose mucocutânea facial: desafios do diagnóstico ao tratamento

Leishmaniose mucocutânea facial: desafios do diagnóstico ao tratamento


A leishmaniose constitui um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, sendo endêmica em 88 países e a segunda doença mais importante dentre as causadas por protozoários com relevância médica, superada apenas pela malária. Quando acomete a mucosa oral, a doença se torna destrutiva ou ulcerovegetativa e granulomatosa, acompanhada pela presença de granulações grosseiras e sulcos profundos, normalmente associada à sintomatologia dolorosa, dificuldade de deglutição, sialorréia, odor fétido e sangramento. O diagnóstico é um verdadeiro desafio a toda equipe de profissionais, principalmente se o paciente não reside em áreas endêmicas e também pela vasta possibilidade de diagnósticos diferenciais, inclusive nos resultados de exames complementares e anátomo-patológico. O objetivo deste trabalho é relatar um caso raro de leishmaniose mucocutânea, discutindo as formas de diagnóstico e tratamento.

Dica de Leitura-Aplicação da tomografia na CtBMF: relatos de caso.

A imagem é uma importante ferramenta de diagnóstico para a avaliação do paciente odontológico. a introdução da radiografia panorâmica nos anos 60 e sua grande utilização nos 70 e 80 marcaram o início do maior progresso no diagnóstico odontológico, proporcionando aos clínicos uma visão global dos maxilares e das estruturas maxilo-faciais. entretanto, os procedimentos intra e extrabucais sofrem as limitações inerentes às imagens adquiridas em duas dimensões (2D), como magnificação, distorções e sobreposição de estruturas. Durante as últimas décadas, houve uma tendência crescente do uso da tomografia computadorizada (TC) para aprimoramento do diagnóstico odontológico, em especial na cirurgia buco-maxilo-facial. O presente trabalho relata a importância da TC, mostrando suas vantagens e desvantagens, exemplificando mediante três relatos de casos. O primeiro relato consiste da utilização da tomografia computadorizada na reconstrução em 3D de uma fratura panfacial. O segundo caso relata o diagnóstico da instalação bilateral de dois implantes no canal mandibular e o terceiro, o do diagnóstico de um odontoma por meio de TCCB.

Dica de Leitura

Alteração Dimensional do Espaço Aéreo após Cirurgia Ortognática: Relato de Caso

O padrão ouro no tratamento dos pacientes com deformidades dento-faciais é a cirurgia ortognática, que resulta, tanto em melhorias funcionais quanto estéticas aos pacientes. A movimentação cirúrgica dos maxilares produz alterações nos tecidos moles do complexo orofacial. Muitos estudos têm mostrado ainda, mudanças craniofaciais e alterações dimensionais das vias aéreas após cirurgias de avanço e recuo dos ossos maxilares ou da própria rotação do plano oclusal, relacionando-se diretamente com o tensionamento da musculatura suprahioidea e hipoglossal. Portanto, o objetivo deste artigo é relatar um caso onde se pode observar as alterações no espaço aéreo, por meio da telerradiografia em norma lateral, após cirurgia ortognática de rotação anti-horária do complexo maxilo-mandibular. Palavras chave: Cirurgia Ortognática; Sindrome da Apnéia do Sono; Intensificação de Imagem Radiográfica

Dica de Leitura -TÉCNICAS R ADIOGRÁFICAS EXTR ABUCAIS

TÉCNICAS R ADIOGRÁFICAS EXTR ABUCAIS
CONVENCIONAIS UTILIZADAS EM
TRAUMATOLOGIA BUCO-MAXILO-FACIAL


RESUMO: o presente trabalho tem por objetivo descrever, através de revisão da literatura,
as principais técnicas radiográficas extra-bucais convencionais utilizadas em traumatologia
buco-maxilo-facial, assim como abordar as suas principais indicações e as estruturas
anatômicas que podem ser avaliadas em cada tomada.
Palavras-chave: radiografia extra-bucal; traumatologia buco-maxilo-facial; técnica
radiográfica.
ABSTRACT: t