Anúncios AdSense
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Transplante dentário: Dica de Leitura
Autores
Aline Carvalho peixotoI | Auremir Rocha MeloII | Thiago de Santana SantosIII
Introdução O transplante dentário é a substituição de um dente perdido ou ausente por um dente transplantado, geralmente um terceiro molar.1 Esse tipo de transplante autógeno foi documentado pela primeira vez por Hale, sendo que, até os dias atuais, os princípios dessa técnica cirúrgica são praticamente os mesmos,2 sendo um procedimento clínico que vem sendo realizado com sucesso, em reabilitação bucal.1 O protocolo do transplante dentário foi introduzido por Apfel3 e Miller,4 sendo que Flemingen mostrou os critérios para seu sucesso, e Costich apresentou os fatores para o sucesso e as falhas na realização de transplantes.5 O sucesso de transplantes de germe dentário depende da integridade da membrana periodontal ou folículo dentário; também é influenciado pela assepsia e técnica cirúrgica atraumática bem como do menor tempo de permanência extra-alveolar do dente a ser transplantado.1,6 As principais indicações gerais para o transplante dentário são:7,9 dentes perdidos por cáries extensas; reabsorção radicular; doença periodontal; fratura coronorradicular; agenesias; aplasias; dente incluso. Pode-se considerar como principais contraindicações: 6,7 possibilidade de tratamento conservador; possibilidade de tracionamento ortodôntico; estágio de rizogênese de Nolla menor que o número 7 (até 1/3 de raiz formada); quando não houver possibilidade de estabilização do dente no leito receptor; presença de infecção na cavidade bucal; quando o dente a ser transplantado não puder ser removido sem odontosecção; falta de espaço adequado na região do leito receptor. O exame radiográfico é imprescindível na sele- ção e indicação da cirurgia (indicações e contraindicações locais que não possam ser identificadas durante o exame clínico), principalmente para a mensuração do alvéolo receptor com relação ao tamanho do germe dental.6 A contenção do dente no local deve ser realizada por meio de técnicas semirrígidas, dentre elas: sutura sobre a face oclusal do dente transplantado, braquete ortodôntico, esplintagem com fio de aço e resina ou ainda cimento cirúrgico cobrindo as faces oclusais dos dentes adjacentes e o próprio dente transplantado. Tal fixação deve ser mantida durante 3 a 4 meses.1,5,6 Testes de sensibilidade pulpar são empregados para avaliar a revascularização pulpar, sendo eficazes somente três a quatro meses após o transplante, embora, esse período possa ser mais longo.9 Logo, ausência de sensibilidade nos testes não implica que haja necrose pulpar, devendo-se aguardar até que algum sinal clínico-radiográfico (exemplo: escurecimento coronário, fístula, reabsorção radicular, lesão periapical, entre outros) exija a imediata endodontia do dente transplantado.7 A profundidade de sondagem e presença de recessão gengival devem ser mensuradas em milí- metros para um melhor prognóstico.7 A perda de inserção gengival é rara após transplantes de dentes com rizogênese incompleta, pois a cicatrização do ligamento periodontal é evidenciada pela formação da lâmina dura, podendo ser visualizada após cerca de um mês do procedimento cirúrgico.9 Apesar dos grandes avanços da Odontologia, com consequente diminuição das indicações de exodontia por doença periodontal e cárie, a prática da remoção de dentes que podem ser tratados de forma conservadora ainda é rotineira em locais em que a condição sócio-econômica é desfavorável. As terapêuticas possíveis frente a um dente perdido são geralmente por reabilitação protética, implantes e ortodontia, embora sejam, são tratamentos que geralmente dependem de condição financeira.7 Desse modo, o transplante dental surge como uma opção de tratamento a todas as camadas sociais, sendo denominado por alguns pesquisadores de “prótese biológica”.8 O objetivo do presente trabalho é apresentar uma revisão de literatura atual acerca do tema, ilustrando com o relato de um caso clínico.
Autores
Fábio andrey da Costa araújoI | Fabrício Souza LandimII | Nelson Studart da RochaIII | antônio de Figuêiredo CaubiIV | Hécio Henrique araújo de MoraisV
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário