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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dica de Leitura-Cisto Osseo Simples

Abordagem cirúrgica de cisto ósseo simples em côndilo mandibular: relato de caso

RESUMO O cisto ósseo simples é considerado um pseudocisto, e, quando presente nos ossos da face, acomete, com maior frequência, a região de corpo e sínfise mandibular de pacientes na segunda década de vida, sendo raros os casos em côndilo mandibular isolado. É geralmente assintomático, sendo diagnosticado durante exames radiográficos de rotina. Embora a sua etiologia seja controversa, uma possível origem traumática pré-lesional é a mais aceita. As formas de tratamentos variam desde procedimentos como acompanhamento, curetagem até ressecções. A exploração cirúrgica e coleta de material para análise microscópica são recomendadas para confirmação do diagnóstico. Este trabalho relata um raro caso de cisto ósseo simples no côndilo mandibular em paciente do sexo feminino, 53 anos, tratada por meio da técnica de osteotomia vertical do ramo mandibular com condilectomia alta e posterior osteoplastia condilar. Descritores: Cisto ósseo; Pseudocistos; Côndilo mandibular

INTRODUÇÃO O cisto ósseo simples (COS) se constitui em uma lesão incomum, com ocorrência em ossos longos e gnáticos, embora a maior parte dos estudos não correlacione uma área à outra. A Organização Mundial da Saúde define o COS como uma lesão não neoplásica intraóssea revestida por tecido conjuntivo, sem a presença de envoltório epitelial, Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac., Camaragibe v.13, n.2, p. 51-56 , abr./jun. 2013 ISSN 1679-5458 (versão impressa) ISSN 1808-5210 (versão online) 52BATISTA, et al. por meio de um caso clínico de paciente acometida por COS em côndilo mandibular direito. RELATO DE CASO Paciente de 53 anos, sexo feminino, leucoderma queixava-se de dores de cabeça na região temporal do lado direito. Após consulta com um neurologista, este verificou uma entidade radiolúcida no côndilo da mandíbula após visualização em Tomografia Computadorizada (TC) de crânio. A paciente, então, foi referenciada a um serviço de Cirurgia Bucomaxilo-facial. Durante anamnese, não foi relatado pela paciente nenhum episódio de trauma local ou condições sistêmicas dignas de nota. Ao exame clínico, a oclusão e o aspecto facial encontravam-se dentro dos padrões de normalidade, sem limitações funcionais na abertura bucal, excursões laterais ou presença de clicks articulares (Figura 1). Solicitouse, então, TC de face, radiografia panorâmica e de estudo da ATM, em que foi evidenciada lesão osteolítica no côndilo mandibular direito, medindo aproximadamente 2,0 x 1,5 x 0,7cm de diâmetro (Figura 1 D-E). o que a classificaria como um pseudocisto1, 2. A literatura de longa data refere-se à tal manifestação clínica por uma variedade de sinônimos, a saber: cisto ósseo solitário, cavidade óssea progressiva, cisto ósseo simples, cavidade óssea idiopática, cisto ósseo traumático, sendo esta última a mais relatada na literatura3, 4. Apesar de controversa, sua etiologia mais aceita sugere que o processo seja secundário a uma hemorragia intraóssea pós-traumática, na qual o hematoma produzido se liquefaz, resultando em um defeito ósseo3,5. Outras hipóteses sugerem: incapacidade do fluido intersticial sair do osso devido à drenagem inadequada1; lesão prévia que causaria estase venosa, ocasionando necrose óssea focal e acúmulo de fluido6; enfartamento do osso medular; perda de suprimento sanguí- neo de lesão angiomatosa, degeneração cística de tumores; bloqueio e alteração da atividade osteogênica local7,8. Seu diagnóstico invariavelmente é feito por meio de achado acidental em radiografias de rotina, devido ao seu caráter normalmente assintomático, tendo como característica uma área radiotransparente bem definida, circunscrita por tênue linha radiopaca, variando de 1 a 10 cm de diâmetro 2,5. Quando há envolvimento dentário, observam-se projeções que se insinuam, de forma recortada, entre as raízes dentárias, sendo esse um aspecto altamente sugestivo da lesão, mas não patognomônico5. Seu acometimento se dá, principalmente, na segunda década de vida, sendo raros os casos em indivíduos com menos de 5 anos e mais de 35 anos, tendo os ossos gnáticos um acometimento menor que 1%, e a mandíbula na região de corpo e sínfise afetada em 75% 5,9,10, sendo bastante raros os casos em côndilo mandibular . Devido a poucos casos relatados na literatura de ocorrência dessa entidade na região condilar, este trabalho se propõe a analisar as implicações clínicas

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